Introdução: A inteligência artificial, apesar de parecer uma tecnologia recente, começou a ser desenvolvida em 1956 por John McCarthy, professor da Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos. Desde então, evoluiu muito e passou a fazer parte do nosso cotidiano, sendo utilizada em pesquisas, estudos, trabalho e diversas outras atividades. Na educação, a IA facilitou o acesso às informações. Porém, esse acesso também trouxe problemas, pois muitos estudantes utilizam a ferramenta para realizar trabalhos e pesquisas sem realmente aprender o conteúdo. Além disso, crianças e adolescentes passaram a utilizá-la para conversar sobre seus sentimentos e buscar conselhos. Como a IA funciona por meio de conversas e transmite uma sensação de confiança, alguns jovens podem tratá-la como se fosse uma psicóloga. Isso é preocupante, pois a inteligência artificial não substitui o acompanhamento de um profissional. Objetivos: O projeto teve como objetivo descobrir com que frequência alunos do 5º ao 9º ano utilizam a IA para desabafar emocionalmente e compreender os riscos desse comportamento. Materiais e Método: Para isso, foi aplicado um questionário a 57 alunos, de 10 a 15 anos, do Colégio Bom Jesus Aldeia, em Campo Largo, Paraná. Também foi realizada uma entrevista com a psicóloga Cristina Iareke, que destacou que o uso incorreto da IA pode representar riscos e que a falta de monitoramento dos responsáveis pode contribuir para esse problema. Como solução, o projeto propõe uma ferramenta de proteção integrada à inteligência artificial. Ela identificaria mudanças nos sentimentos dos adolescentes ao longo do tempo e, com autorização, poderia acionar uma rede de apoio formada por pais, escola e profissionais. O sistema também criaria um mapa de saúde mental para acompanhar possíveis sinais de ansiedade ou depressão. Resultados: Os resultados mostraram que 78,9% utilizam inteligência artificial e 34,5% já utilizaram a ferramenta como forma de consolo ou desabafo. Além disso, 43,9% nunca haviam consultado uma psicóloga. Considerações Finais: Por fim, o projeto mostra que o problema não está na inteligência artificial, mas no uso sem discernimento. Por isso, é importante que pais e filhos mantenham o diálogo, estabeleçam limites para o uso da internet e procurem ajuda profissional quando necessário. A tecnologia deve servir como suporte, sem substituir as relações humanas e o cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes. Dessa forma, seu uso consciente pode trazer benefícios sem colocar em risco o bem-estar dos jovens.
Palavras-chave: Inteligência Artificial; Saúde mental; Adolescentes; Apoio emocional; Uso consciente da tecnologia.
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