Introdução: O uso de celulares, redes sociais, jogos eletrônicos e outras tecnologias digitais está cada vez mais presente na rotina dos adolescentes. Embora esses recursos ofereçam benefícios relacionados à comunicação e ao acesso à informação, seu uso excessivo tem sido associado a alterações psicológicas, emocionais, cognitivas e sociais, como dependência digital, dificuldades de atenção e concentração, isolamento social, ansiedade e problemas relacionados à imagem corporal. Considerando que o cérebro dos adolescentes ainda está em desenvolvimento e apresenta maior sensibilidade aos estímulos constantes das plataformas digitais, torna-se relevante compreender os possíveis impactos desse uso sobre o comportamento e a saúde mental.
Objetivos: Investigar os fatores associados às alterações neurocomportamentais em adolescentes decorrentes do uso excessivo de tecnologias digitais, buscando compreender sua relação com a dependência digital, saúde mental, isolamento social, comparação social, alterações cognitivas e distorções da imagem corporal. Materiais e Método: Foi realizada uma revisão bibliográfica de caráter teórico, utilizando publicações científicas encontradas nas bases Google Acadêmico, SciELO e PubMed. As buscas foram realizadas a partir dos termos “dependência de telas”, “desenvolvimento cognitivo”, “transtornos mentais em adolescentes” e “redes sociais e adolescentes”. Foram priorizados estudos recentes, publicados em periódicos confiáveis e revisados por pares, além de publicações desde 2010, permitindo acompanhar a evolução da problemática junto à expansão dos smartphones e das redes sociais. Foram excluídos materiais sem fundamentação científica, conteúdos opinativos e estudos que não apresentavam relação direta com os objetivos da pesquisa. Resultados: As análises realizadas até o momento indicam possíveis relações entre o uso excessivo das tecnologias e alterações emocionais, cognitivas e sociais. Entre os principais aspectos identificados estão dificuldades de concentração, ansiedade, alterações no sono, dependência digital, distorções da imagem corporal, comparação social e prejuízos nas relações interpessoais. Os estudos também apontam que a exposição frequente às redes sociais pode favorecer a busca por recompensas imediatas e dificultar a autorregulação. Considerações Finais: A pesquisa ainda está em desenvolvimento, portanto não permite conclusões definitivas. Entretanto, os resultados encontrados reforçam a relevância da investigação e a necessidade de ampliar ações de conscientização e prevenção nos ambientes escolar e familiar, promovendo um uso mais equilibrado das tecnologias digitais.
Palavras-chave: Dependência digital; Adolescentes; Redes sociais; Saúde mental; Tecnologia.
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