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ECOS DE 1904: UM PARALELO ENTRE A REVOLTA DA VACINA E O NEGACIONISMO NA PANDEMIA DE COVID-19

RESUMO

Introdução: O presente estudo analisa as crises sanitárias no Brasil sob a perspectiva histórico-comparativa, focando na relação de tensão entre o Estado e a sociedade civil. O problema de pesquisa questiona como o uso político da desinformação — manifestado pelos boatos em 1904 e pelas fake news em 2020 — influenciou o comportamento negacionista da população e comprometeu as estratégias de saúde pública em ambos os contextos. Objetivos: O objetivo geral é mapear os paralelos históricos, sociais e políticos entre a Revolta da Vacina e a pandemia de COVID-19. Os objetivos específicos buscam contextualizar o autoritarismo higienista de 1904, investigar o papel das plataformas digitais na disseminação de desinformação contemporânea e comparar as crises de confiança institucional em ambos os períodos. Materiais e Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritivo-explicativa, de caráter bibliográfico e documental. O levantamento de dados ancorou-se em autores de referência (como Carvalho, Sevcenko e Chalhoub) e na análise de fontes primárias e secundárias — incluindo a legislação de 1904, relatórios governamentais e registros midiáticos de 2020 a 2022. O universo analítico delimitou-se no Rio de Janeiro (1903-1904) e no cenário nacional brasileiro durante a recente pandemia, utilizando a análise histórico-comparativa para categorização dos dados. Resultados: Os achados confirmam que a recusa vacinal possui raízes estruturais idênticas ligadas à ruptura do pacto de confiança pública. Em 1904, a resistência popular emergiu organicamente como resposta à invasão do espaço doméstico e à exclusão socioespacial promovida pelo “bota-abaixo”. Em 2020, o fenômeno adquiriu contornos de “negacionismo de Estado”, no qual redes digitais foram instrumentalizadas para polarização ideológica. Em ambos os momentos, a saúde pública foi capturada por disputas políticas e pela falha na comunicação transparente do governo. Considerações Finais: Conclui-se que a rejeição à imunização não é um mero repúdio epistemológico à ciência, mas o sintoma de fraturas sociais crônicas e da marginalização das classes populares. O estudo destaca a importância de reconstruir a confiança cidadã por meio de políticas públicas baseadas na transparência, na justiça social e na implementação do letramento digital escolar frente a futuras emergências sanitárias.

Palavras-chave: Revolta da Vacina; COVID-19; Negacionismo Científico; Desinformação; Saúde Pública.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

TEMA

ODS 04 – Educação de qualidade

CATEGORIA

Ensino médio e técnico
Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Supervisor
  4. Colégio

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