Introdução: A introdução das plataformas de inteligência artificial generativa no ambiente escolar alterou o repertório informacional dos alunos, pois, segundo a pesquisa TIC Educação 2024 (Cardoso et al., 2026), 37% dos estudantes e 70% dos matriculados no Ensino Médio utilizam essas ferramentas para pesquisas e trabalhos. Contudo, a falta de mediação pedagógica gera incertezas sobre a efetiva assimilação do conteúdo, podendo acarretar perdas cognitivas, redução da autonomia intelectual e colonização digital, o que demanda investigações alinhadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4). Objetivos: O estudo visa analisar o impacto da inteligência artificial nas formas de cognição e aprendizagem dos estudantes, fornecendo subsídios para que as comunidades escolares elaborem campanhas de conscientização e estratégias pedagógicas que equilibrem a inovação tecnológica com as práticas tradicionais. Materiais e Método: A pesquisa possui caráter qualiquantitativo e delineamento exploratório, fundamentada em levantamento bibliográfico e revisão sistemática em bases como SciELO e repositórios da UNESCO, além de normativas como o ECA Digital. A análise triangulou as perspectivas de dois eixos: o dos estudantes (frequência de uso, ferramentas e facilidade percebida) e o de professores e orientadores (integridade acadêmica e avaliações). Os dados foram categorizados no Google Planilhas e a inteligência artificial Gemini foi utilizada para a formatação das referências bibliográficas. Resultados: Os levantamentos teóricos preliminares confirmaram a alta incidência do uso de IA e indicaram que, embora a ferramenta auxilie na organização e revisão de conteúdos, sua substituição à leitura e à escrita prejudica o pensamento crítico e precariza o trabalho docente. A síntese dos achados fundamentou a elaboração de diretrizes para a conscientização escolar e a integração da pauta na didática. Considerações Finais: Conclui-se que a solução para os impactos da inteligência artificial não reside na sua proibição, mas no desenvolvimento de uma educação digital crítica integrada ao currículo. Ensinar os estudantes a utilizarem a tecnologia como suporte sem substituir o raciocínio individual assegura um aprendizado autônomo e emancipatório.
Palavras-chave: Inteligência artificial na educação; Aprendizagem e cognição; Educação digital crítica.
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