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A USINA HIDRELÉTRICA DE BALBINA E A HISTÓRIA DO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO NA AMAZÔNIA: ANÁLISE TÉCNICO-HISTÓRICA DE UM PROJETO DE ENGENHARIA E SEUS IMPACTOS REGIONAIS

RESUMO

Introdução: A Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas, constitui um importante caso para a compreensão dos limites históricos, técnicos e socioambientais do planejamento energético na Amazônia. Este trabalho analisa, sob uma perspectiva técnico-histórica, o processo de planejamento e implantação do empreendimento, buscando compreender de que maneira as decisões de engenharia e as diretrizes do planejamento energético brasileiro contribuíram para seus resultados regionais. A pesquisa parte da problemática de que a priorização da expansão da infraestrutura energética e do atendimento à demanda de Manaus, em um contexto de planejamento centralizado durante o regime militar, pode ter reduzido a consideração de características ambientais, sociais e econômicas específicas da região amazônica. Objetivos: O objetivo geral consiste em analisar a implantação da UHE Balbina no contexto do planejamento energético brasileiro, examinando suas decisões de engenharia, sua eficiência produtiva e seus impactos socioambientais. Materiais e Método: Para isso, foi realizada uma pesquisa teórica, de caráter exploratório e descritivo, com abordagem quali-quanti, fundamentada em levantamento bibliográfico e análise de dados técnicos, históricos e socioambientais provenientes de estudos acadêmicos, documentos e relatórios relacionados ao empreendimento. Resultados: Os resultados evidenciam uma significativa desproporção entre a área afetada e a energia efetivamente disponibilizada: o reservatório alcançou aproximadamente 2.360 km², enquanto a usina possui potência instalada de 250 MW e produção média historicamente reduzida. A análise também aponta que características hidrológicas, geomorfológicas e ambientais da Amazônia não foram suficientemente incorporadas ao processo decisório, contribuindo para limitações na eficiência energética e para impactos como alteração de habitats, fragmentação de ecossistemas, transformações biogeoquímicas e emissão de gases associados à decomposição da matéria orgânica inundada. Além dos impactos ambientais, o empreendimento esteve relacionado a transformações territoriais e sociais que atingiram populações tradicionais e indígenas, evidenciando que os efeitos de grandes obras de infraestrutura ultrapassam sua dimensão estritamente energética. Considerações Finais: Conclui-se que a experiência de Balbina demonstra a necessidade de um planejamento energético amazônico baseado na integração entre critérios técnicos, características territoriais, avaliação socioambiental e análise histórica das decisões de engenharia, de modo a promover maior eficiência e reduzir impactos decorrentes de empreendimentos de grande escala.

Palavras-chave: Amazônia; Eficiência energética; Impactos socioambientais.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

TEMA

ODS 15 – Vida terrestre

CATEGORIA

Ensino médio e técnico
Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Supervisor
  4. Colégio

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