Logo PUCPR

ALFABETIZAÇÃO OCEANOGRÁFICA DIGITAL: O PAPEL DOS ALGORITMOS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL INFORMAL

RESUMO

Introdução: A conservação dos ecossistemas marinhos depende diretamente da Alfabetização Oceanográfica, processo de conscientização que migrou fortemente para os ambientes virtuais por meio da educação ambiental informal. Contudo, a circulação desses conteúdos em redes sociais é mediada por algoritmos de recomendação pautados pela Economia da Atenção, que priorizam o engajamento emocional em detrimento do rigor científico. Esse modelo gera bolhas de filtro e câmaras de eco, silenciando pautas socioambientais complexas e amplificando abordagens sensacionalistas ou desinformativas. O estudo justifica-se pelo vácuo teórico na intersecção entre ciências ambientais e ciência de dados, buscando responder de que maneira a mediação algorítmica impacta o desenvolvimento da Alfabetização Oceanográfica Digital (AOD) em cidadãos hiperconectados. Objetivos: O objetivo geral consistiu em analisar o impacto dos algoritmos de recomendação na mediação de conteúdos de educação ambiental informal e no desenvolvimento da AOD. Especificamente, buscou-se mapear as dinâmicas de funcionamento dos algoritmos de engajamento, avaliar a qualidade técnica e científica do conteúdo marinho de maior circulação nas redes e propor diretrizes de letramento midiático para potencializar a divulgação científica. Materiais e Método: A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa de caráter exploratório e descritivo. Os procedimentos técnicos pautaram-se em revisão bibliográfica e pesquisa documental, examinando relatórios de monitoramento de desinformação climática e diretrizes institucionais publicados entre 2020 e 2026. A análise dos dados foi realizada mediante Análise de Conteúdo categorial temática, confrontando as evidências sobre a arquitetura das mídias sociais com os princípios essenciais da Cultura Oceânica estabelecidos pela UNESCO. Resultados: Constatou-se que os algoritmos restringem o potencial emancipatório da educação ambiental ao favorecer conteúdos voltados ao entretenimento rápido e à espetacularização de tragédias ambientais em detrimento de processos biogeoquímicos complexos, como a acidificação dos oceanos. As bolhas de filtro confinam o debate a nichos já engajados, criando barreiras técnicas que dificultam o acesso do público geral a dados científicos rigorosos e abrindo margem para a proliferação de desinformação. A mediação algorítmica atua como um agente ativo que mercantiliza a pauta ecológica e reduz o letramento ambiental a reações digitais efêmeras. Considerações Finais: Conclui-se que a consolidação de uma efetiva cultura oceânica em ecossistemas virtuais exige a fusão entre a literacia científica marinha e o letramento midiático crítico, capacitando os cidadãos a superarem o isolamento intelectual e a navegar criticamente na era digital. Alfabetização Oceanográfica; Algoritmos de Recomendação; Educação Ambiental Informal.

Palavras-chave: Alfabetização oceanográfica; Algoritmos de recomendação; Educação ambiental informal.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

TEMA

ODS 04 – Educação de qualidade

CATEGORIA

Ensino médio e técnico
Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Supervisor
  4. Colégio

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.