Introdução: A cibersegurança moderna emprega crescentemente sistemas baseados em Inteligência Artificial (IA) para detectar ameaças em tempo real e responder a invasões com velocidade superior à humana. No entanto, a total dependência dessa tecnologia gera novos riscos decorrentes de falhas operacionais e manipulações adversariais, impondo a dúvida sobre até que ponto os sistemas de defesa por IA são autônomos e confiáveis. Objetivos: O objetivo geral consiste em investigar o papel da IA aplicada à cibersegurança, avaliando suas vantagens, falhas e limitações operacionais para verificar se ela configura um método totalmente qualificado e isoladamente seguro. Especificamente, busca-se compreender os algoritmos de detecção, comparar a eficiência da IA frente aos métodos tradicionais por assinaturas, analisar os impactos de falhas e vazamentos de dados, e desenvolver um jogo digital interativo que simule ciberataques e defesas. Materiais e Método: Estudo de caráter qualitativo e exploratório, estruturado em três etapas principais. Primeiramente, realizou-se pesquisa bibliográfica e documental em indexadores acadêmicos e relatórios técnicos globais sobre ameaças e vulnerabilidades como falsos positivos e envenenamento de dados (data poisoning). Em seguida, desenvolveu-se um simulador gamificado interativo em ambiente p5.js ou Scratch, onde o usuário toma decisões estratégicas alternando entre defesas automatizadas por IA e supervisão humana perante ataques cibernéticos em uma rede escolar simulada. Por fim, estabeleceu-se uma estratégia de divulgação científica de acesso aberto e educativo, classificada como de risco zero. Resultados: Espera-se evidenciar que a IA é indispensável para grandes volumes de dados, porém suscetível a brechas críticas por faltar-lhe percepção contextual humana. Pretende-se obter um protótipo de simulador gamificado funcional que sirva como ferramenta didática e demonstre como a combinação entre algoritmos e supervisão humana gera maior resiliência contra ataques modernos. Considerações Finais: Conclui-se que o modelo ideal de cibersegurança requer uma governança mista, unindo o processamento veloz das máquinas à capacidade de análise crítica humana. O trabalho desmistifica a infalibilidade da IA, promovendo a alfabetização digital e capacitando a comunidade escolar a reconhecer fraudes no ambiente cibernético.
Palavras-chave: Cibersegurança; Inteligência Artificial; Gamificação; Segurança digital.
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