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GÊNERO, PODER E ESTRUTURA: UMA ANÁLISE CRÍTICA SOBRE A REPRODUÇÃO DO MACHISMO ESTRUTURAL DA INFÂNCIA AO MERCADO DE TRABALHO

RESUMO

Introdução: A organização social contemporânea é profundamente marcada por estruturas patriarcais de dominação que subordinam o feminino ao masculino, atribuindo desproporcionalmente às mulheres a responsabilidade pelas tarefas domésticas e de cuidado. Longe de ser um fenômeno biológico, essa assimetria decorre de um aprendizado contínuo cuja gênese reside na primeira infância. Por meio de aparelhos sociais como a família, a escola e a mídia, consolida-se uma pedagogia de gênero precoce que direciona meninas à domesticidade e obediência, enquanto estimula meninos à autonomia, exploração externa e autoridade. Objetivos: O estudo buscou analisar de forma crítica como o machismo estrutural é reproduzido desde a infância pelas instituições sociais e de que maneira essa socialização impacta a formação, a autonomia e a distribuição de oportunidades entre homens e mulheres na sociedade contemporânea. Materiais e Método: Adotou-se uma abordagem qualitativa de caráter exploratório e descritivo, operacionalizada mediante revisão bibliográfica narrativa. O levantamento e a triagem das obras foram realizados em bases de dados como Google Acadêmico, SciELO e CAPES Periódicos, fundamentando-se na teoria do gênero como categoria de poder (Scott) e na articulação do nó estrutural entre patriarcado, capitalismo e racismo (Saffioti). O processo analítico dividiu-se em quatro etapas: levantamento bibliográfico, leitura seletiva com fichamento, análise crítico-hermenêutica e síntese temática Resultados: A literatura evidencia que a socialização infantil atua como uma engrenagem pedagógica contínua que consolida papéis rígidos de gênero. O direcionamento precoce de meninas aos brinquedos de cuidado e afazeres domésticos, aliado à maior restrição e vigilância de sua mobilidade espacial e ao medo da violência sexual, limita o desenvolvimento de suas subjetividades. Na vida adulta, essas assimetrias desdobram-se na divisão sexual do trabalho, na dupla jornada não remunerada, na segregação ocupacional e na imposição do “teto de vidro” (glass ceiling) na ascensão profissional, fenômenos que atingem com maior severidade mulheres negras e periféricas. Considerações Finais: Conclui-se que o machismo estrutural opera como um mecanismo contínuo de limitação da cidadania e da autonomia feminina, cujos fundamentos construídos na infância sustentam disparidades econômicas e sociais na vida adulta. Superar esse cenário exige a desconstrução dos estereótipos de gênero nas instituições formadoras e a implementação de políticas públicas que promovam a equidade desde os primeiros anos de vida.

Palavras-chave: Machismo estrutural; Socialização de gênero; Patriarcado; Desigualdade social; Mercado de trabalho.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

TEMA

ODS 04 – Educação de qualidade

CATEGORIA

Ensino médio e técnico
Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Supervisor
  4. Colégio

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