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BIOCARVÃO DE ACÍCULAS DE PINUS COMO ADSORVENTE PARA REMOÇÃO DE GLIFOSATO DE ÁGUA CONTAMINADA

RESUMO

Introdução: O estado do Paraná é o terceiro maior mercado nacional de substâncias químicas agrícolas, destacando o uso do glifosato, amplamente empregado em cultivos de commodities. O glifosato e suas variantes apresentam alta toxicidade e persistência ambiental com riscos graves de contaminação de águas e danos à saúde de populações rurais e comunidades tradicionais, incluindo doenças neurodegenerativas, depressão e câncer. A reutilização de biomassas residuais representa solução estratégica na descontaminação de recursos hídricos. Na região sul do Brasil, extensas áreas de reflorestamento geram um volume massivo de acículas de pinus residuais que pode ser transformado em biocarvão por meio de pirólise lenta. O biocarvão destaca-se como um adsorvente de alta eficiência para diversos contaminantes devido a características físico-químicas que facilitam a captura de moléculas orgânicas, retidas de forma estável. Alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especialmente à ODS 6 (Água Limpa e Saneamento), ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). Objetivos: Esse estudo tem por objetivo inicial produzir e caracterizar biocarvão de acículas de pinus para utilização como adsorvente em meio aquoso. Materiais e Método: Acículas de pinus foram coletadas no pátio do Colégio Militar de Curitiba, secadas e trituradas antes de serem pirolisadas em mufla em diferentes condições de temperatura (400, 450 e 500 °C) e de velocidade de aquecimento (1, 5 ou 9 °C/min). Análises físico-químicas iniciais dos biocarvões e das acículas secas foram realizadas de acordo com normas ABNT no Laboratório de Energia de Biomassa Florestal e Bioenergia da UFPR. Resultados: A produção e a avaliação do biocarvão a partir de acículas de Pinus demonstram que a pirólise lenta, conduzida nas faixas de 400°C a 500°C, responde de forma direta aos parâmetros operacionais. Por meio do planejamento fatorial, constatou-se que temperaturas menores favorecem um maior rendimento, enquanto temperaturas mais elevadas maximizam a qualidade energética do material, refletida no aumento do Poder Calorífico Superior (PCS). Análises de área superficial (BET), ponto de carga zero (PCZ), condutividade elétrica e termogravimetria (TG/DTG) estão em andamento. Considerações Finais: Embora os testes de adsorção fiquem para um segundo momento, o projeto seguirá com a ampliação da temperatura de pirólise em busca da melhor área superficial para ação adsorvente do biocarvão.

Palavras-chave: Biocarvão; Acícula de pinus; Adsorção; Glifosato; Tratamento de água.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

TEMA

ODS 09 – Indústria, inovação e infraestrutura

CATEGORIA

Ensino médio e técnico
Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Supervisor
  4. Colégio

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