Introdução: A síndrome da dor patelofemoral (SDPF) configura-se como uma das condições musculoesqueléticas mais prevalentes na articulação do joelho. A SDPF caracteriza-se por dor anterior ou peripatelar, agravada por atividades que demandam flexão, como correr, subir escadas e agachar (Melo et al., 2023). No cenário brasileiro, distúrbios musculoesqueléticos representam importantes causas de incapacidade funcional e busca por serviços de saúde, impactando a mobilidade e a qualidade de vida da população (Ministério da Saúde, 2023). No caso da SDPF, esses impactos são especialmente observados em indivíduos fisicamente ativos (Leão et al., 2022). Fatores biomecânicos, como o desalinhamento do membro inferior, a fraqueza muscular e déficits no controle neuromuscular, estão intrinsecamente associados à persistência dessa sintomatologia (Paula et al., 2023). Nesse contexto, a fisioterapia atua como pilar do tratamento conservador, fundamentando-se na prescrição de exercícios terapêuticos para fortalecimento e reequilíbrio funcional. Todavia, a eficácia dessas intervenções depende estritamente da execução correta dos movimentos, respeitando parâmetros de amplitude e alinhamento. A prática clínica revela um desafio persistente: a alta demanda de pacientes nos serviços de fisioterapia limita a supervisão contínua, dificultando a correção imediata de erros motores. Tal lacuna pode comprometer os resultados terapêuticos e, em casos de execução inadequada, agravar o quadro clínico. Paralelamente, o avanço de tecnologias como sensores inerciais e de pressão oferece novas perspectivas para a análise objetiva do movimento humano (García-de-Villa et al., 2024). Esse conjunto de desafios evidencia a necessidade de soluções capazes de aprimorar o monitoramento da execução dos exercícios fisioterapêuticos, ampliar a precisão das avaliações e apoiar a atuação clínica, reduzindo as limitações dos métodos tradicionais baseados na observação subjetiva. Objetivos: Desenvolver um protótipo para o monitoramento e a validação da execução de exercícios fisioterapêuticos voltados ao tratamento da síndrome da dor patelofemoral. Materiais e Método: A pesquisa de natureza aplicada visa auxiliar o fisioterapeuta no acompanhamento do desempenho dos pacientes por meio da utilização de tecnologias como sensores inerciais, sensores de pressão, comunicação sem fio e Inteligência Artificial. Sua arquitetura combina componentes de hardware e software, incorporando uma joelheira instrumentada equipada com sensor de movimento e sensor de pressão, integrados ao microcontrolador ESP32, responsável pela aquisição, processamento inicial e transmissão dos dados via Bluetooth Resultados: Os resultados obtidos em ambiente controlado indicam funcionamento consistente na aquisição, transmissão e processamento dos dados, possibilitando o monitoramento dos exercícios, a identificação de repetições válidas e o acompanhamento da evolução individual dos pacientes. Considerações Finais: O protótipo apresenta potencial como ferramenta capaz de auxiliar o fisioterapeuta de forma mais objetiva na reabilitação fisioterapêutica, contribuindo para um acompanhamento mais personalizado e orientado por dados.
Palavras-chave: Aquicultura; Visão computacional; Raspberry Pi; Microcontroladores; IoT.
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