Introdução: O estudo investigou a plasticidade do sistema nervoso central e a resposta de seus mecanismos moleculares e funcionais a estímulos direcionados, visando compreender o remodelamento neural ao longo do ciclo vital para fundamentar estratégias pedagógicas e protocolos de reabilitação neurofuncional. A pesquisa pauta-se na necessidade de mitigar o dogma do determinismo biológico associado ao envelhecimento, promovendo a consolidação da memória e a reorganização cortical e consolidando a neurociência aplicada como base para a inclusão, a aprendizagem ativa e a saúde mental. Objetivos: O objetivo geral foi investigar os mecanismos neurobiológicos da plasticidade cerebral e suas aplicações práticas nos processos de aprendizagem e reabilitação. Especificamente, buscou-se analisar os processos moleculares envolvidos na consolidação de novas vias sinápticas, avaliar a resposta de diferentes faixas etárias a testes de estimulação cognitiva contínua e identificar as variáveis ambientais e emocionais que afetam a eficácia do remodelamento neural. Materiais e Método: Adotou-se uma metodologia mista (quanti-qualitativa), de caráter descritivo, exploratório, bibliográfico e experimental em escala reduzida. A coleta bibliográfica foi realizada nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico. A amostragem conveniente envolveu participantes divididos em dois grupos etários (jovens de 18 a 30 anos e idosos de 60 anos ou mais), submetidos a intervenções diárias de atenção, memória de trabalho e tempo de reação durante cinco dias. Os dados foram tabulados e submetidos a análises estatísticas descritivas para avaliar taxas de erro, tempo de resposta e evolução percentual. Resultados: Os ensaios revelaram uma redução média de 25% no tempo de reação e um incremento de 40% na retenção de informações. Fisiologicamente, a estimulação ativou a Potenciação de Longa Duração (LTP) via receptores AMPA e NMDA por influxo de cálcio Ca2+ Embora os idosos tenham apresentado rendimento inicial menor (45%) em relação aos jovens (65%), ambos registraram a mesma taxa de evolução percentual (+27%), demonstrando o papel da reserva cognitiva e da reorganização funcional no encéfalo maduro. Entretanto, privação de sono e estresse reduziram a evolução em 18%, evidenciando a influência inibitória do cortisol na neurogênese hipocampal. Considerações Finais: Conclui-se que a neuroplasticidade permanece ativa em todas as fases da vida, sendo regulada pela constância e qualidade dos estímulos, e não estritamente pela idade cronológica. O estudo valida a aplicação da LTP e da reserva cognitiva em metodologias de ensino, psicologia e reabilitação neurofuncional, apontando como limitações a ausência de neuroimagem e o acompanhamento a curto prazo. Recomenda-se a condução de estudos longitudinais e programas multidisciplinares que associem treino cognitivo, higiene do sono e manejo do estresse.
Palavras-chave: Neuroplasticidade; Sistema nervoso; Aprendizagem; Neurociência; Reabilitação.
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