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ECOCERF - DESENVOLVIMENTO DE BIOCOMPÓSITO HÍBRIDO LIGNOCELULÓSICO SUSTENTÁVEL A PARTIR DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS DE SERRAGEM E PORCELANA

RESUMO

Introdução: A geração de resíduos nos setores moveleiro e cerâmico representa um desafio ambiental e econômico. O projeto ECOCERF investigou o aproveitamento de serragem, cepilho e pó de porcelana na produção de um biocompósito com potencial de aplicação em painéis, como alternativa ao uso de matérias-primas convencionais. Objetivos: Desenvolver um material semelhante ao MDF (Painel de Fibra de Madeira de Média Densidade) sustentável a partir do reaproveitamento de resíduos industriais de empresas madeireiras e cerâmicas, em conjunto com ligantes naturais. Materiais e Método: oram produzidos protótipos com serragem, cepilho e pó de porcelana, utilizando amido de milho, goma xantana ou caseína de leite como aglutinantes. Os materiais passaram por preparação, mistura, moldagem, prensagem, secagem e lixamento. Foram realizados ensaios de absorção de água, inchamento, densidade aparente, arrancamento de parafuso e compressão. Parte dos resultados foi comparada aos obtidos com MDF convencional. Também foi estimado o custo de produção por metro quadrado. Resultados: A goma xantana apresentou o desempenho mais promissor entre os aglutinantes avaliados e foi utilizada nos protótipos V e VI. No segundo ensaio de absorção de água, esses protótipos registraram médias de 6,56% e 6,93%, respectivamente. A réplica do protótipo V apresentou densidade aparente de 0,65 g/cm³, valor situado na faixa de 0,6 a 0,8 g/cm³ indicada pela ABNT NBR 14810:2013 para painéis de média densidade. No primeiro método de ensaio de arrancamento de parafuso, o ECOCERF suportou 6,0 kg, ante 7,4 kg do MDF; no segundo método, suportou 20,0 kg, ante 18,0 kg do MDF. O custo estimado foi de R$ 50,00/m², chegando a aproximadamente R$ 65,00/m² com o acréscimo de 30% referente à mão de obra. Considerações Finais: Os resultados indicam potencial de aproveitamento dos resíduos na produção do biocompósito. A goma xantana destacou-se como aglutinante, e o cepilho contribuiu para a estabilidade estrutural. No entanto, as dificuldades de secagem, a presença de fungos e a necessidade de ampliar os ensaios mecânicos padronizados limitam as conclusões sobre sua aplicação como substituto do MDF. As próximas etapas incluem novos testes mecânicos e o desenvolvimento de um impermeabilizante natural e de um acabamento superficial mais adequado.

Palavras-chave: Materiais lignocelulósicos; Ligantes naturais; Economia circular.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

TEMA

ODS 09 – Indústria, inovação e infraestrutura

CATEGORIA

Ensino médio e técnico
Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Supervisor
  4. Colégio

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