Introdução: Feridas abertas, principalmente recentes, estão sujeitas à contaminação por microrganismos aumentando o risco de infecções, antes da formação da crosta por hemostasia além de dificultar a cicatrização. Considerando isso e outros desafios, como excesso de resíduo hospitalar e a perda de grandes quantidades de sangue, o projeto “Hidrogel Biomédico hemostático e responsivo ao pH com quitosana fúngica” busca amenizar essas dificuldades enfrentadas na medicina emergencial. Objetivos: O objetivo do projeto é desenvolver um curativo sustentável, versátil e acessível utilizando biomateriais com capacidade hemostática e antimicrobiana. Materiais e Método: A metodologia utilizada envolve etapas, sendo o passo inicial uma revisão da literatura sobre os materiais utilizados no hidrogel biomédico, explorando suas propriedades comprovadas. Após os estudos sobre os materiais escolhidos, foram realizados os testes de produção, nos quais, para a solução A, foi extraída a mucilagem de quiabo, adicionando alginato de sódio, glicerina bidestilada e água destilada. Para a solução B, o principal material utilizado para obter os resultados desejados foi a quitosana fúngica, que é misturada ao ácido acético e à água destilada utilizando um mixer e passando por um processo de filtração antes de adicionar o cloreto de cálcio. Após a dissolução de todos os componentes, é adicionado o extrato de própolis para potencializar os efeitos antimicrobianos. Para avaliação do biomaterial, foram realizados testes qualitativos de gelificação em placa de Petri, de reticulação, de atividade antimicrobiana, utilizando ágar, e de potencial hemostático, utilizando clara de ovo, apenas como teste qualitativo, não substituindo testes biológicos. Resultados: Os resultados obtidos mostraram uma rápida gelificação, em que o tempo mínimo foi de 11,5 segundos. O processo ocorreu devido à reticulação iônica entre o alginato de sódio e os íons do cloreto de cálcio, formando uma rede polimérica tridimensional e estável. Foi possível observar a evolução estrutural do hidrogel ao longo do tempo, no qual, em cerca de três minutos, o hidrogel apresenta contornos mais definidos, evidenciando maior integridade estrutural. Verificou-se que a estrutura do hidrogel não aderiu completamente ao fundo do recipiente, porém reduziu seus fluidos em 5 minutos, além de demonstrar agregação de proteínas no teste hemostático, favorecendo a manutenção de um ambiente propício para a cicatrização. Considerações Finais: Conclui-se que o projeto atingiu seu objetivo de desenvolver um hidrogel biomédico utilizando biomateriais naturais, que contribuem para a redução de resíduos hospitalares. Além disso, sua aplicação in situ pode auxiliar na medicina de emergência, mantendo um ambiente propício para a cicatrização de feridas.
Palavras-chave: Hidrogel; Hemostasia; Biomateriais naturais; Cicatrização de feridas; Quitosana fúngica.
Votação encerrada.